segunda-feira, 30 de dezembro de 2013

Sugestões de make para o Ano Novo

Uma maquiagem poderosa deixa o visual de Ano Novo mais sofisticado. Separei algumas sugestões de maquiagem para te inspirar a brilhar ainda mais na virada!

Maquiagem Dourada para o Ano Novo

O dourado é uma das principais cores para as maquiagens de fim de ano. Aposte na mistura do dourado com marrom ou preto, nas sombras peroladas, muitas camadas de máscara para cílios e delineador.

Maquiagem Prata para o Ano Novo

Brilho e prata estão com tudo para a maquiagem de Réveillon. Aposte na mistura de prata com preto, branco, chumbo ou azul escuro.

Maquiagem Colorida para o Ano Novo

Gosta de ser diferente? A maquiagem colorida pode te deixar ainda mais moderna e sofisticada na festa de Ano Novo. Aposte na mistura das cores, nas sombras opacas ou com cintilantes, no delineador colorido e em muito brilho.
Eu ainda não sei que maquiagem vou fazer, mas estou pensando em algo colorido, bem alegre! E vocês, já sabem que maquiagem vão fazer para a virada?
Beijos
fonte: Eu Maquio

quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Lições de beleza de Marilyn Monroe

Sabemos desde cedo que Marilyn Monroe é um ícone de beleza e sensualidade de todos os tempos e que morreu precocemente e deixou muitas lições de beleza que são contemporâneas apesar dos 50 anos de sua morte.
Além de alguns ícones de moda como os cabelos platinados e ondulados e o batom vermelho, Marilyn tinha outros truques de beleza que davam o ar sensual e de frescor a atriz.

Um dos segredos de beleza da atriz era o blonde nos cabelos, foi a partir desta mudança de visual (Marilyn era morena e se chamava Norma Dean) que alavancou a sua carreira, mas se quer fazer uma mudança radical, não precisa ficar totalmente platinada, uma boa dose de luzes já é suficiente para poder dar o poder loiro a sua vida.
Outro segredo de Marilyn foi a pele luminosa cujo segredo era uma penugem fininha loira que a atriz tinha nas bochechas que ela sabiamente se negava a depilar. Quer o mesmo efeito? Aplique iluminador em cima das bochechas e estenda o produto até as têmporas.
Marylin dificilmente não destacava o olhar, com os delineados na pálpebra superior e usava os delineadores marrom e preto Elizabeth Arden e para abrir o olhar ela usava muitos cílios postiços, o que dá também para investir.
Ela ainda destacava mais o olhar com as suas sobrancelhas bem delineadas de forma arqueada e usava lápis ou sombra em pó podem te ajudar na ilusão de fartas sobrancelhas arqueadas.
Mas, um segredo clássico de beleza de Marilyn Monroe que você já deve ter ouvido era sobre seucheiro pessoal em entrevista a atriz perguntada sobre o que vestia para dormir ela apenas respondeu: cinco gotas de Chanel n° 5 e nada mais.
A afirmação da atriz deu um ar sensual, já que a fragrância é bem sexy por si só, com rosa íris, patchouli e íris e a lição é que, como Marilyn, adote um cheiro pessoal, seja fiel ao perfume que seja sua cara e seja fiel a este desde que acordo até ao deitar. Também tente escapulir de fragrâncias megacomerciais, já que o ideal é que o cheiro seja único.
Que acharam das dicas desta diva que é tão bela de forma tão natural e eterna!
Fonte | Vogue
Foto | Vogue

A história do vestidinho preto

Já virou um clichê: a peça chave do armário de 10 entre 10 mulheres é um bom tubinho preto. O famoso pretinho básico é uma peça versátil, com chance nula de erro, que pode ser usada nas mais diversas ocasiões seja qual for o horário ou o local. Queridinho em todos os locais do mundo, o vestido preto tem muita história, e hoje conto um pouco dela para vocês!
historia-do-vestido-preto-ate-1920Começando pela icônica Madame X, um quadro de John Singer Sargent datado de 1884, que gerou muita polêmica na época: não só pela cor do vestido, que até então era usado apenas como símbolo de luto para morte de parentes próximos, como pelo colo desnudo. A pintura original, que tinha a alça caindo pelo ombro, foi modificada com a alça na altura tradicional, porém não evitou a má impressão por parte da população.
historia-do-vestido-preto-1920-chanelEm 1926, Coco Chanel apresentou o primeiro “vestidinho preto”, que foi publicado pela Vogue como “Ford”, em comparação ao carro de mesma cor da época, com destaque para sua simplicidade de estilo e potencial de sucesso de longa duração. Revolucionando a moda da época, Chanel foi um marco de liberdade do tradicional corpete usado pelas mulheres e até hoje carrega a fama de uma mulher à frente do seu tempo.
historia-do-vestido-preto-1920-1930A partir da década de 20, inspiradas pela moda francesa de Coco Chanel, asmelindrosas foram um marco com os vestidos pretos mais curtinhos, cheios de franjas e sem alças. Conhecidas pelo seu liberalismo e rebeldia, essas mulheres desafiavam qualquer convenção e frequentemente apareciam dirigindo e fumando em público, além de encarar o sexo como algo casual. O modelo flapper dress virou um clássico ligado ao Jazz e às garotas rebeldes.
historia-do-vestido-preto-1940A influência da Segunda Guerra Mundial na moda é visível nos anos 40. Com a escassez de matérias primas, os produtos acabaram tendo seus custos elevados e as famílias precisavam racionar em todos os aspectos, o que fez com que as mulheres buscassem peças mais básicas, com cortes retos, que pudessem ser usadas em qualquer ocasião e combinadas com qualquer acessório.
historia-do-vestido-preto-1950O look criado por Christian Dior (à direita) no final da década de 40, com cintura marcada e quadris avantajados, valoriza a forma feminina e foi mais um marco da história do vestidinho preto. A transformação de uma peça conservadora para o sexy, combinado com luvas e outros acessórios e um pouco das pernas, colo e braços à mostra marca os anos 50 em todo o mundo.
historia-do-vestido-preto-1960-bonequinha-de-luxoImpossível falar dos anos 60 sem lembrar da queridinha Audrey Hepburn e uma das personagens mais marcantes da história da moda, no filme Bonequinha de Luxo (Breakfest at Tiffany’s). O lado sexy da peça dos anos 20-30 é relembrado pela nova geração, que deixa o conservadorismo de lado e aposta na elegância. A estilista britânica Mary Quant é uma das pessoas que encoraja as mulheres a se vestirem de forma mais divertida e menos despretensiosa.
historia-do-vestido-preto-1970Apesar de ser uma década muito colorida e psicodélica, onde as mulheres abusaram do uso das calças e mix de estampas, o vestido preto se manteve firme e forte nos anos 70, principalmente para a geração punk rock do momento. Com muito brilho e plumas, a peça nessa época se tornou sinônimo de atitude e personalidade.
historia-do-vestido-preto-1980Após a era psyco, o vestido preto volta a ser ícone de elegância nos anos 80, trazendo versões ornamentadas com aplicações, ombreiras, peplum e modelagem sequinha, conforme mostram as fotos. A peça se torna queridinha das celebridades, principalmente nos eventos de gala.
historia-do-vestido-preto-1990O famoso tubinho preto vira queridinho das mulheres nos anos 90, onde perde toda a ornamentação da última década e vem cheio de simplicidade, contornando e valorizando o corpo feminino. Quem não se lembra de Victoria Beckham na era das Spice Girls? Era a marca registrada da Posh Spice, que combinava a roupa com sapatos chamativos.
historia-do-vestido-preto-2000E a partir do ano 2000, com a moda em uma era mais democrática do que nunca, os vestidos pretos se tornaram queridinhos das mulheres nas mais diferentes versões, que trazem releituras de todas as décadas das quais falamos. Apesar dos brilhos, rendas, transparências e plumas dos vestidos de hoje em dia, duvido alguém abrir mão do bom e velho pretinho básico à la Chanel!
fonte: Sistmáticas

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

Namore uma mulher que sorria




Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que são nas coisas mais simples da vida que estão os momentos mais importantes. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não pensar demais, a jogar fora o guarda-chuva, a acabar com a timidez, a conversar mais do que permitido, a tomar banho no rio.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a rir de todas as coisas esquistas da vida e, principalmente, a não ligar para o que os outros pensam. Namore uma mulher que sorria, mesmo sem fazer nenhum som, de uma forma totalmente louca. Você vai ter vontade de abraçá-la. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ser sério não tá com nada – a seriedade é duvidosa, a alegria é interrogativa.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que paixão e satisfação caminham de mãos dadas. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a ser imprudente, porque, se andar sempre em linha reta, não terá historias para contar. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a chorar nos filmes bobos e a dormir nos filmes chatos. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que ninguém deve julgar seus defeitos.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar, por mais que você esteja sofrendo, que um sorriso sempre alivia um pouco. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, é preciso chorar, porque se você procurar felicidade eterna, não encontrará. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que amor não precisa de papel assinado. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar a não arrumar a casa na segunda-feira, a não sofrer com o fim do domingo.

Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que, às vezes, começar de novo é exatamente o que uma pessoa precisa. Namore uma mulher que sorria. Ela vai te ensinar que as mulheres não são frágeis. Elas só querem alguém para sorrir junto.

*Texto originalmente publicado em The Bro Code.

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

Aprenda a amar seu corpo, mesmo nu

Por Tess Munter
Na preparação para uma sessão de fotos recente,  me diverti para colocar os novos conjuntos de lingerie Hips & Curves. Eu percebi que eu amava o meu corpo agora adornado com roupas que eu temia desde sempre.

Francamente, eu sempre amei estar nua e ficava assim quando sozinha em casa,  mas nunca na frente de um parceiro. Eu engordei muito na gravidez do meu filho, e por causa do trauma, achava que ninguém podia ver meu corpo, que eu considerava na época como sendo "no seu pior estado" , fez-me vir às lágrimas.

Hoje, eu não posso imaginar minha vida sem sutiã meia-taça, como as imagens abaixo tiradas ontem - espartilhos, lingerie, ou, ouso dizer ... nudez. Mas como eu cheguei neste estágio e pude mostrara o meu corpo de lingerie?

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(Soutien de renda  Hipes e Curves, calcinhas Downtown LA)
Basta ter a força para tentar de novo e de novo e tentar novamente algo . Sem perceber, depois do que pareceu séculos , olhei no espelho e percebi  todo o mal que estava causando não só ao meu corpo, mas também para mim mesmo. Custou-me muitas lágrimas , mas elas foram necessárias para remover uma a uma as colchas que com que cobri meu corpo todos esses anos ... Na verdade , todos as minhas "armadura emocionais" .

Mesmo modelo, eu tenho barriga, celulite, estrias , e depois de meses de amamentação, os seios também caíram. E, no entanto, eu estou toda marcada. Eu prefiro pensar que isso faz o meu corpo interessante.

Como minhas tatuagens, tudo isso conta uma história, é assim que sinto, então, como quando eu olhar para o meu corpo. " Eu tenho essa cicatriz com a minha cesariana. " " E essas cicatrizes que fiz no dia em que caiu de bicicleta no cascalho sem capacete, enquanto minha mãe tinha me avisado muitas vezes. " "Minhas estrias começaram na minha puberdade e muitos anos depois , etc . "
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Fotos de Revecka Natalia, para Volup. 2 Magazine
Nossos corpos contam uma história, e cada um tem uma forma diferente, assim como cada pessoa é diferente, única e maravilhosa. O único problema é todo mundo não respeitar ou entender que você não tem que se olhar como um modelo padrão ou uma imagem perfeita.  Há tantas forças em torno de nós que tentam influenciar-nos desta outra forma.

Por que tornar-nos nossos próprios inimigos? Mesmo se você não tem um companheiro com quem você se veste (ou despe), faça por si mesmo. As relações que temos com os nossos corpos e nós mesmos são os que mais importam.

Você merece se sentir:

SEXY
VALORIZADA
E ... BONITA.

Sim ... você é.

sábado, 7 de dezembro de 2013

Editorial Vogue Austrália com Robyn Lawley - Sempre vale a pena rever

Robyn Lawley - o primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália



Belíssimas modelos plus size Candice Huffine, Tara Lynn e Robyn Lawley abalou a internet quando posou para a capa da Vogue Italia Belle Vere . Aquele momento brilhante para Robyn Lawley continua porque a partir de junho 2011 edição da Vogue Italia, ela está novamente em uma outra característica Vogue, edição de agosto de editorial da Vogue Austrália chamado   "Curve" com uma tag-line "va-va-Voom" .
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
Robyn é a primeira modelo plus size a aparecer nas páginas brilhantes da Vogue Austrália . Suas sessões de fotos são uma bela vitrine de moda plus size , onde ela parece arrojado e bonito em sua figura bem vestida na moda sob medida por designers australianos Alex Perry , Salgueiro e Carla Zampatt i.
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
Do Estilita, Editor-Chefe Kirstie Clements disse, em carta de seu editor:
"Esta é a primeira vez Vogue Austrália tem uma modelo maior e, claro, agora que temos feito isso, eu me pergunto por que não fizemos mais cedo. Mas isso é porque Robyn é especialmente linda. Eu fui para a parte aérea para conhecê-la e foi paralisado por sua beleza e equilíbrio. Ela é um modelo verdadeiramente super-duper. Quando uma modelo plus size vira pela primeira vez para o estúdio, ela pode ser uma anomalia de uma equipe normalmente acostumado a trabalhar com tamanho de 6, mas uma vez fotógrafo Max Doyle começou a atirar Robyn, rapidamente reajustamos nossas noções preconcebidas de beleza. Ela na verdade não olhar mais o tamanho para mim em tudo agora. Eu disse a um colega no set mais tarde naquele dia: "E os homens gostam de curvas não é?" Ele olhou para mim como se eu fosse um idiota. "Sim Kirsty, nós certamente não" foi a resposta lacônica. É uma conversa interessante - o mundo da alta moda e as mulheres descobri-Fuller. Um que deve ser continuado ".
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
Robyn Lawley é um jovem de 22 anos, usa tamanho  14, que vive em Nova York. Ela já apareceu na capa da Vogue Italia e francesa Elle e outras incontáveis ​​editoriais.
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália
além de modelagem tamanho 2 Robyn Lawley O primeiro modelo do tamanho Além disso para aparecer na Vogue Austrália

sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Por que os gordos incomodam?


De todas as formas de discriminação, a que ronda as mulheres gordas talvez seja a mais perversa. Atitudes racistas ou homofóbicas são publicamente condenáveis. Por outro lado, parece que não há nada de errado em fazer piadas de mau gosto sobre a aparência dessas pessoas. Diferente do negro e do gay, o gordo raramente é poupado de comentários sobre o fato de ter emagrecido ou não - como se isso fosse o equivalente a ter mudado a cor dos cabelos. 

O preconceito aparece em diversas situações, como mostra a pesquisa realizada com 9.405 leitoras de Marie Claire. No caso da mulher, a gorda é 'simpática' ou, no máximo, 'tem um rosto bonito'. Se quiser andar na moda, tem que fazer roupa sob medida porque o GG não costuma frequentar as araras dos bons estilistas. Se for disputar uma vaga de trabalho, precisa torcer para que nenhuma magra queira o mesmo posto. E, se resolver malhar na academia, vai ter que superar a incômoda sensação de que é o centro das atenções. Porque o mundo não perdoa quem está fora das medidas. 

SÓ É GORDO QUEM QUER

'Ser gordo não é opção. É destino.' Quem afirma é o endocrinologista Alfredo Halpern, um dos maiores especialistas brasileiros no assunto obesidade. Aqui, ele explica por que às vezes é tão difícil emagrecer.

Marie Claire - Quem é gordo sempre come demais?
Alfredo Halpern
 - Não. Muitas vezes, a pessoa gasta poucas calorias, ou acumula gordura com mais facilidade. Há, ainda, organismos que têm dificuldade de utilizar gordura como fonte de energia. E tudo isso pode ter causas biológicas.

MC - O que regula o apetite?
AH -
 O fato de alguém comer mais ou menos depende de, no mínimo, 50 substâncias que circulam no sangue, no cérebro, no tubo digestivo...

MC - Há causas genéticas?
AH
 - São muitas variantes e todas reguladas por diferentes genes. Um desbalanço em determinado gene pode criar uma necessidade de comer açúcar que só algumas pessoas sentem, assim como um desequilíbrio genético de outra espécie faz com que alguém tenha uma fome voraz. E não é sem-vergonhice, é fome de verdade.

MC - Nesses casos, é impossível emagrecer?
AH
 - Há quem não consiga, mesmo levando uma vida espartana... Poucos têm algum sucesso à custa de muito esforço ou de intervenções cirúrgicas. É preciso lutar contra forças químicas, metabólicas, hormonais e neurológicas, comandadas pela genética e facilitadas pelo meio em que vivemos. Até a capacidade para atividades físicas tem a ver com genética. Hoje já se sabe que o bebê de uma mulher gorda se movimenta menos do que o filho de uma magra. E assim será, por toda a vida.



Arte contra a ditadura da magreza

As formas arredondadas e volumosas surgiram naturalmente quando a baiana Eliana Kertesz começou a trabalhar com argila, há 12 anos. Hoje, a artista plástica é conhecida como a 'Botero' brasileira, com suas esculturas de mulheres gordas e sensuais, feitas com bronze, terracota, alumínio e resina. 'Odeio a ditadura da beleza magra, e protesto através dessas formas fartas. As esculturas são o meu jeito de dizer que o gordo também é belo', diz. Para Eliana, uma mulher que se diz nem gorda nem magra, o problema só existe quando a própria pessoa sofre com a gordura. 'Mas não tem cabimento a gente se incomodar só porque está incomodando os outros. O que estamos vivendo hoje em dia é um patrulhamento.'



A mentira do cinema




Bochechuda e visivelmente mais cheinha. Foi assim que a atriz Renée Zellweger incorporou a famosa Bridget Jones, personagem que traduzia as angústias da mulher moderna -sempre às voltas com o primeiro dia da dieta, o último cigarro e a falta de namorado. Gordinha nesse filme, Renée reapareceu magérrima em 'Chicago' para interpretar a problemática Roxie. Como ela, muitos atores engordam e emagrecem a cada filme. E, para o público, fica a falsa impressão de que é fácil controlar a balança. 'Mas isso só é possível quando a pessoa não tem tendência para engordar', diz o endocrinologista Márcio Mancini. Quem não se encaixa nesse time é duplamente prejudicado: além da frustração pessoal, esse efeito ioiô das telas reforça o mito do 'só é gordo quem quer' na vida real.




Sucesso fora dos padrões da TV

'Nas novelas, tem gente que enfeita a história, e tem gente que conta a história. Acho que estou no segundo time', diz a atriz Vera Holtz, que saiu no bloco da baiana Margareth Menezes vestida de 'XL Bundchen', no último carnaval. 'A avenida é o lugar onde dá para brincar com isso. E esse também é um jeito de defender as gordinhas', diz. Na televisão desde 1988, Vera nunca se sentiu prejudicada por causa do manequim 46. 'A rua é mais cruel. As pessoas dizem que pareço muito mais magra na televisão. E olha que a telinha engorda!', diz. No papel de Ornela, na novela 'Belíssima', a atriz faz sucesso. 'Acho que ela é popular porque está mais perto da realidade da mulher brasileira.'



NÃO É PREGUIÇA
Não é Preguiça

'A herança da tendência à obesidade não é diferente daquela que explica por que existem pessoas altas e outras de baixa estatura. Num mundo sedentário, com alimentos deliciosos ao alcance da mão, considerar a obesidade um problema de caráter é pura ignorância. Perder peso é empenhar-se numa batalha contra a biologia da espécie humana. Só os obstinados são capazes de vencê-la.'

Drauzio Varella ('Folha de S.Paulo', em 2004)



Sentado com o balde de pipoca

Além da herança genética, ser gordo tem a ver com o modo de vida. 'Os hábitos modernos promovem a obesidade. As pessoas passam a maior parte do tempo sentadas, a automação resolve quase tudo e, o que é pior, hoje os alimentos são mais calóricos e as porções aumentaram. O antigo saquinho de pipoca virou um balde', diz Anete Hannud Abdo, endocrinologista do PRATO -Programa de Atendimento ao Obeso do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas, em São Paulo. As mulheres que se tratam lá acreditam que a gordura é a causa de fracassos na vida amorosa, de frustrações profissionais e de todas as infelicidades. 'Parte do nosso trabalho é tentar inverter essa lógica, mostrando que a solução desses problemas é que pode ajudar a emagrecer.'


COMO AS GORDAS SE MOBILIZAM NOS EUA


As integrantes do Fat Action Troupe AllStar Spirit Squad são mais que simples líderes de torcida: além de animar os jogos, elas agitam os estádios com sua luta pelo direito de não ser magra (www.fatasspdx.com).
As Padded Lilies formam um grupo diferente de nadadoras: são mulheres gordas, especializadas em nado sincronizado, que defendem a idéia da boa forma em qualquer 'tamanho' (www.paddedlilies.com).
Formado por artistas gordos, o grupo The Original Fat-Bottom Revue excursiona pelo país mostrando o lado sexy da obesidade (www.bigburlesque.com).

Moda x Tamanho GG


Lino Vilaventura
Na temporada de desfiles de 2005, o estilista John Galliano escolheu apenas tipos fora do padrão para mostrar sua coleção -gordinhas, anãs, esqueléticas, gente mais velha e mais nova, mostrando que o mundo abriga muitas variedades além das modelos altas e magérrimas. Isso não significa, porém, que os dias da ditadura estética estejam contados. 'O que se vende é a imagem da modelo esbelta ou da gostosona da novela. O mercado muitas vezes é cruel, assim como é da natureza humana a exclusão de determinado grupo', diz a estilista mineira Graça Ottoni. Para ela, fazer roupas para mulheres gordas é difícil, assim como para qualquer um que fuja do padrão. 'Trabalhamos em série. Uma pessoa muito alta ou muito baixa também deveria ter uma roupa feita sob medida', afirma a estilista, que confecciona até o número 46. O estilista Lino Villaventura já criou até vestido de noiva para uma cliente com mais de 100 quilos. 'Mas é complicado confeccionar em grande escala por causa das proporções. Tem quem seja mais cheinha nos quadris; para outras, o problema está no busto. A modelagem não pode ser padronizada', diz Lino. Há, ainda, outro motivo: segundo ele, as próprias mulheres não gostam de ver roupas enormes na loja. 'Mesmo quem é gordinha quer vestir roupa de magra. O preconceito não é declarado, mas existe, como no caso dos negros, dos nordestinos e tantos outros grupos.'


Pressão pós gravidez



Giovana Antonelli
O medo de ser taxada de gorda ronda as mulheres também durante a gravidez, um período em que as curvas generosas poderiam ser encaradas com mais condescendência. Segundo o ginecologista Renato Kalil, de São Paulo, mulher não perde mais do que 5 quilos assim que o bebê nasce -o restante vai exigir dieta e exercícios. Dependendo da urgência, tem quem recorra à lipoaspiração -foi isso o que a atriz Giovanna Antonelli decidiu fazer, oito meses depois do nascimento de Pietro, para complementar a perda dos 20 quilos que ganhou durante a gravidez. Para as grávidas famosas, aliás, a pressão para entrar logo no jeans é ainda maior. A atriz Nívea Stelmann, de 31 anos, nunca havia se preocupado com o peso, até engordar 6 quilos nos primeiros três meses da gravidez. Foi quando decidiu prestar mais atenção na dieta. 'Eu me irritava porque os figurinos da novela ficavam apertados. Além disso, tinha de lidar com a falta de delicadeza das pessoas que não pensavam duas vezes para dizer que eu tinha engordado muito ou para mencionar o meu 'bochechão'. Chorei muitas vezes.' Nívea engordou 14 quilos no total. Logo depois que Miguel nasceu, a atriz voltou à malhação e fez drenagem linfática. 'Com tudo isso e a amamentação, perdi peso rapidamente. E passei a ouvir: 'Que incrível, como você está magra!'. Poucos me perguntaram se eu estava me saindo bem como mãe. A admiração vinha por outro lado. Fazer o quê? O mundo funciona assim.'
Mais gordinhas

Em 1975, a obesidade atingia apenas 3% dos homens e 8% das mulheres no Brasil. No último levantamento fei-to pelo IBGE, em 2003, esses números pularam para 9% e 13%, respectivamente. Ho- je, 39 milhões de brasileiros estão acima do peso e, destes, 10,5 milhões são obesos.
MILITÂNCIA VIRTUAL
No endereço www.magnuscorpus.com.br, a discriminação é o principal tema. O site é o representante brasi- leiro do ISAA - International Size Acceptance Association, instituição norte-americana que orienta e defende as pessoas contra o preconceito.


VOCÊ TEM PRECONCEITO CONTRA
AS MULHERES GORDAS?
admitiram já ter feito um comentário maldoso ao ver uma mulher gorda usando biquíni
66%
já se sentiram secretamente felizes porque a 'ex' do namorado engordou muito
58%
acham que é pior engordar 15 quilos do que reduzir o salário em 30%
52%
ficam incomodadas vendo uma mulher gorda comer hambúrguer com batatas fritas
37%
não iriam a um médico de regime que fosse gordo
36%
acreditam que as gordas são preguiçosas
21%
imaginam que, se um bonitão está com uma mulher gorda, é porque existem outros interesses
21%
dizem que uma pessoa muito gorda deveria pagar por dois assentos nos aviões
18%
Apesar disso, 77% gostariam de ver uma gorda como protagonista da novela das 8.
9.405 leitoras responderam ao questionário online preparado por Marie Claire

fonte: Marie Claire

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Mulheres plus size em capas de revistas pelo mundo todo

Revistas pelo mundo todo têm se rendido a um padrão mais real de beleza e já "ousam" estrelar em suas capas ícones plus size, sejam oriundas dos cinemas, da música ou das passarelas. 
Esta mudança, ainda que pequena, mexe profundamente com a autoestima das mulheres, pois a visualização de uma imagem mais próxima em revistas de grande circulação e respeito no meio editorial ajuda a quebrar o mito da perfeição corporal. Há décadas somos bombardeados pela perfeição criada pela mídia e temos vivido o efeito disso em forma de preconceito e muita discriminação. No entanto,  principalmente, nos últimos dois anos, isso vem paulatinamente sendo mudado. Visto que antes uma revista em banca tinha que conter em sua capa as palavras Sexo e Emagrecimento para despertar atenção, hoje já vemos em muitas capas a presença de palavras como: plus size, gordinha, curvilínea ou outra sinônima. Os padrões irreais, embora ainda muito vivo em nosso imaginário, precisaram se render a realidade.
Ganho real para toda a sociedade e ponto para as gordinhas que se aceitam e amam o que são.
Nós amamos muito tudo isso.

Algumas capas de revistas importantes pelo mundo...
e que venham mais!
















































e as especializadas em mulheres curvilíneas